domingo, 15 de maio de 2011

Goleada na despedida





Um jogo diferente, num dia especial não só por ser o final da época 2010/2011, onde o nosso Paços termina a época no 7º posto da classificação final...ou seja a nossa 2º melhor classificação de sempre. Mas oque torna este dia mais especial foi o abandonar no nossa GRANDE CAPITÃO PAULO SOUSA, que mereceu estes 5 golos por tudo o que fez pelo Paços, e nós a ele estamos gratos, nunca serás esquecido nesta humilde casa, por muitos deste sócios e adeptos que te viram a espelhar o teu talento na Mata Real, Obrigado por tudo.

O jogo entre Paços de Ferreira e Académica teve cerca de 20 minutos de equilíbrio, antes do rolo compressor pacense mostrar a sua arte. A sensação de jogo dividido foi beliscada pelo golo de Rondon, aos 22 minutos, que abriu o activo. Nessa altura, apenas a grande abertura de David Simão separava as duas equipas. Por pouco tempo. Passaram pouco mais de dez minutos e o P. Ferreira já estava a golear.

Ozeia fez o segundo, Diogo Valente marcou na própria baliza de forma involuntária e depois chegou o bis de Rondon. O avançado chegou aos nove golos na Liga após passe de Leonel Olímipio o completava a transfiguração no jogo. Quase sem perceber como a Académica já perdia por quatro.

Pizzi fechou o jogo antes do segundo tempo.

Porém, se o repentismo dos golos da casa surpreenderam os homens de Ulisses Morais (de regresso a uma casa que bem conhece) a justificação para os mesmos não é assim tão difícil de encontrar. Manuel José aproveitava o (muito) espaço que Hélder Cabral lhe cedia; Pape Sow nunca conseguiu travar o futebol de David Simão e Rondon chegava a humilhar os centrais da «Briosa», claramente sem pernas para um jogador assim.

Por isso, talvez ainda no espírito da Queima das Fitas, a Académica colecionou tiros no pé que sentenciaram o jogo. O Paços, com aquele futebol de pé para pé, que se julgava desaparecido há umas semanas, espremeu o desleixo visitante até ao tutano. E antes do intervalo, fez o quinto. Cruzamento de Manuel José, que está em três golos, e remate fulminante do herói do Dragão. Pizzi fechou em beleza uma época em cheio.

Ao intervalo o jogo estava resolvido e a pergunta que ecoava era simples: o que dizer aos homens da Académica? Como encarar mais 45 minutos de um jogo que corria mal a todos os níveis e que cheirava a humilhação? A mensagem de Ulisses Morais, pelo menos, evitou danos maiores. A equipa subiu ligeiramente o nível de coesão e ameaçou marcar num par de ocasiões. Valeu Cássio, também ele a mostrar serviço.


O jogo, de resto, foi todo ele uma festa pacense e deu para quase todos se mostrarem. Até Paulo Sousa, a queimar os últimos cartuxos de uma carreira muito ligada ao amarelo da Capital do Móvel, foi titular, saindo depois para os aplausos de pé da Mata Real, tendo cumprido o que se lhe pedia. A toada do jogo facilitou o resto, ainda que a Académica tenha conseguido o golo de honra, por Eder, ao minuto 82.

Ainda assim, para a festa pacense ser total, faltaram as ajudas nos outros campos. V. Guimarães e Nacional impediram que o Paços conseguisse a melhor classificação de sempre.


szólj hozzá: Pacos de Ferreira 5-1 Academic

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