quarta-feira, 22 de junho de 2011

O médio-ofensivo Josué



A Geração Pacense procurou por informações do que parece uma da maiores promessas nacionais Josué, fomos encontrar este artigo datado de 12/6/2009 ao Academia de Talentos.

No meio-campo começa o bom futebol, pelo menos é desta forma que é representada na actualidade, uma das velhas máximas do desporto-rei.

A posição dez sempre foi vista com admiração, desenhada por convicções próprias só ao alcance dos predestinados.

O futebol actual tem vindo a distanciar-se deste tipo de jogadores, rebeldes, mas geniais. Hoje em dia, o meio-campo é o espaço onde a versatilidade é o elemento-chave para o sucesso.

Quando a capacidade táctica se funde com os atributos técnicos, um aviso é deixado aos intervenientes do futebol: um talento imenso desponta nos relvados.

Um médio ao ritmo do futebol moderno

No Dragão, floresce uma das mais promissoras estrelas do nosso futebol: Josué. A caminho de completar dezanove anos, o jovem prodígio já é visto como a personificação perfeita da tão propalada mística portista.

Junto à camisola dez do F.C. Porto vem agarrada a braçadeira de capitão, um cenário repetido sempre que os Sub-19 portistas entram em campo. Durante os 90 minutos, a superioridade moral do seu jogo torna-o, inevitavelmente, no centro das atenções.

Após estar 3 meses emprestado aos juniores do C.D. Candal, o jovem natural de Ermesinde apresentou-se esta época no Dragão para se assumir de pedra e cal no onze inicial. Aliás, impressiona a forma como o jogo dos azuis e brancos passa todo pelos seus pés. Oriundo de uma das mais reputadas escolas de formação do mundo, Patrick Gerveraars encontrou em Josué o jogador capaz de fazer gravitar todo um jogo em seu redor.

Na sua segunda época ao serviço do clube, o técnico holandês (ex-PSV Eindhoven) refinou o talento do jovem médio e elegeu-o timoneiro de uma equipa que anseia pelo título nacional, algo que lhe fugiu na época passada (nos segundos finais da partida frente o Sporting C.P.).

Esse é o sonho que move Josué: ser Campeão Nacional de Juniores. A intensidade que empresta ao seu jogo atesta isso mesmo. A combatividade é um dos traços mais valiosos do capitão portista, sendo o primeiro a dar o exemplo de que o talento também é aliado do sacrifício.

Habitualmente, é com o pé esquerdo que faz as delícias dos adeptos e dos técnicos com quem já trabalhou. Possuidor de uma inteligência acima da média, apresenta um índice de eficácia no passe, verdadeiramente assombroso.

Num tempo em que os médios devem tocar a bola cada vez mais, mas segurá-la cada vez menos, Josué é um jogador chave ao acelerar onde os outros travam e a travar onde os outros correm. É com esta superior percepção dos diferentes ritmos de jogo que se faz um grande médio no futebol moderno.

Bem-vindo aos Tetra Campeões

Frequentemente chamado por Jesualdo Ferreira aos treinos da equipa principal, Josué alcançou o seu sonho a 7 de Janeiro deste ano, quando ao minuto 90 rendeu Mariano Gonzalez e fez a estreia oficial com a camisola portista. Como palco: Estádio do Dragão, que aclamou o seu nome como se de uma estrela da constelação dos tetra campeões se tratasse.

A sua experiência junto dos mais velhos não se ficou por aqui, e Josué teve direito a mais vinte minutos na derrota frente ao Sporting, em jogo a contar para a meia-final da Carlsberg Cup.

Com estatuto definido nos Sub-19, manteve a toada na Liga Intercalar, prova em que assumiu igual protagonismo, e que valeu a conquista do troféu. Mesmo com algumas aparências a espaços de elementos da equipa principal, Josué marcou presença nos vinte jogos disputados pelo F.C. Porto: em quinze, actuou dez como titular e cinco como suplente utilizado. Num total de 1044 minutos, o médio fez o gosto ao pé por duas ocasiões, demonstrando não recear o salto que lhe espera.

Imediatamente após a sua estreia na formação principal, o F.C. Porto assegurou os direitos desportivos da sua jóia da coroa. A 13 de Janeiro de 2009, Josué (a par de Diogo Viana) assinou contrato profissional, comprometendo-se por três temporadas com o clube que o viu nascer para o futebol.

Um justo prémio para um jogador que cedo começou a despertar a atenção dos responsáveis. Logo na primeira jornada do campeonato, fez questão de deixar a sua assinatura ao apontar o golo solitário que valeu os três pontos frente à sua anterior equipa (C.D. Candal).

Na elite da sua geração

Já lá vão quase treze anos desde o seu ingresso no F.C. Porto, com direito a um ano de interregno por ser demasiado novo para a competição.

Por isso, foi aos sete anos que envergou pela primeira vez a camisola azul e branca, algo a que estará sempre associado o professor Álvaro Silva (actual técnico dos Sub-13 do F.C. Porto). Esses primeiros incentivos de confiança transmitiram-lhe o saber com que hoje explana o seu futebol.

Não surpreende, portanto, a sua inclusão num leque restrito de jogadores internacionais. Depois de um ano a rodar nos juvenis do Padroense F.C., Josué foi chamado por Carlos Dinis para integrar a lote de convocados para a Selecção Nacional Sub-17.

Não mais fugiu do olhar dos responsáveis federativos, ao marcar presença nas formações de Sub-18 e Sub-19. Ainda estará na memória dos mais atentos, a não comparência nos eleitos que disputaram a Ronda de Elite: torneio de apuramento para o Campeonato da Europa de Sub-19 (Portugal foi eliminado, após a pesada derrota com a Turquia, por 0-4).

No álbum de recordações ficam as conquistas do Torneio Internacional Cidade de Lisboa, enquanto Sub-18, e mais recentemente, do Torneio Internacional Cidade do Porto. A nível doméstico, fez parte da formação portista campeã nacional de Iniciados.



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